Dados estruturados (schema)O que são, para que servem e como implementar sem errar.
Seu site mostra o endereço, o preço e o horário para as pessoas. Mas o Google precisa de ajuda para ter certeza do que cada informação significa. Dados estruturados são essa legenda: um bloco de código que descreve a página em linguagem que as máquinas entendem. Aqui você aprende a criar, validar e mapear.
{ "@context": "https://schema.org", "@type": "LocalBusiness", "name": "Studio Aurora", "telephone": "+55 11 4000-0000", "openingHours": "Mo-Fr 09:00-18:00" }
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O que são dados estruturados (schema) e como implementar no site?
São um bloco de código, geralmente em JSON-LD, que descreve a página com o vocabulário do schema.org (empresa, produto, artigo, evento…) para os buscadores entenderem o conteúdo e, quando elegível, exibirem recursos visuais. Para implementar: escolha os tipos certos, gere o código, coloque-o na página sem duplicar o que o plugin de SEO já gera e valide no Teste de Resultados Rich. Não garante posição nem destaque.
O Google lê o seu texto, mas nem sempre entende o que ele quer dizer
Veja a mesma informação de contato com e sem etiquetas. Para um robô, a diferença é enorme.
Quando uma pessoa lê “Av. Paulista, 1000 · (11) 4000-0000 · Seg a sex, 9h às 18h”, ela entende na hora que é um endereço, um telefone e um horário. Um robô precisa deduzir isso a partir da posição das palavras, do contexto e de padrões. Na maioria das vezes ele acerta. Em outras, confunde o número do CEP com um preço, um telefone com um código de pedido, ou um nome de serviço com um título de blog.
Os dados estruturados resolvem essa ambiguidade: você diz explicitamente, num formato padronizado, “isto é o nome da empresa, isto é o telefone, isto é o horário de funcionamento”. Isso não é um truque para subir no ranking. O que o Google afirma é que os dados estruturados ajudam a entender o conteúdo da página e podem habilitar recursos de aparência especial nos resultados (os chamados rich results), quando a página é elegível e a marcação segue as diretrizes.
Use o botão abaixo para ligar e desligar as etiquetas no mesmo bloco de contato. Passe o mouse (ou toque) nos trechos para ver o nome técnico de cada propriedade no schema.org.
Cada trecho destacado corresponde a uma propriedade do schema.org.
A marcação não muda o que o visitante vê na página: é uma camada extra, para máquinas.
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Av. Paulista, 1000 · São Paulo · 01310-100
Telefone: (11) 4000-0000
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Pacote básico a partir de R$ 890
Expectativa realista: Dados estruturados não garantem posição melhor, nem que o recurso visual apareça. O Google decide caso a caso. O ganho mais seguro é o de clareza: menos chance de interpretação errada.
Schema.org, JSON-LD, Microdata e RDFa: o que é cada coisa
Quatro siglas que confundem. Na prática, você só precisa escolher um formato, e a resposta é quase sempre a mesma.
O schema.org é o vocabulário: a lista de tipos (LocalBusiness, Product, Article, Event…) e propriedades (name, telephone, price…) criada em conjunto por buscadores. É como o dicionário. Já JSON-LD, Microdata e RDFa são as formas de escrever essas frases dentro da página.
O Google informa que aceita os três, mas recomenda o JSON-LD. A razão prática: ele fica num bloco separado, não se mistura ao HTML visível e é muito mais fácil de manter, gerar e testar. Num site WordPress com Elementor, isso significa que você pode editar o schema sem mexer no layout.
| JSON-LD | Microdata | RDFa | |
|---|---|---|---|
| Onde fica | Bloco <script> separado | Atributos dentro do HTML visível | Atributos dentro do HTML visível |
| Manutenção | Simples: um bloco só | Trabalhosa: espalhado pelo layout | Trabalhosa: espalhado pelo layout |
| Risco de quebrar o layout | Praticamente nenhum | Existe | Existe |
| Recomendado pelo Google | Sim | Aceito | Aceito |
| Quando usar | Quase sempre | Quando o tema já gera assim | Raro em sites de empresas |
Como lê um bloco JSON-LD: cada linha é uma pergunta e uma resposta. "@type": "LocalBusiness" diz “isto é uma empresa local”. "telephone" diz “o telefone dela é este”. Os blocos podem ser aninhados: o endereço, por exemplo, é um objeto PostalAddress dentro da empresa. Quando você ver chaves e colchetes, pense em caixas dentro de caixas.
Quais tipos de dados estruturados o seu site realmente precisa
Existem centenas de tipos no schema.org. Para um site de empresa, meia dúzia resolve. Escolha o seu perfil.
A regra de ouro é marcar o que a página realmente é. Uma página de serviço não vira “Produto” só porque tem um preço, e um post de blog não deve ser marcado como “Receita” para tentar aparecer com foto. Escolha o perfil do seu site e veja quais tipos fazem sentido.
Sobre o alcance visual: algumas marcações podem habilitar recursos nos resultados de busca (como trilha de navegação, informações de produto ou de evento), outras apenas ajudam o Google a entender a página. O Google altera esses recursos ao longo do tempo; a lista oficial de recursos na galeria de busca é a fonte para conferir o que está ativo hoje.
FAQ e HowTo
Os resultados de FAQ passaram a ser exibidos apenas para sites oficiais e de saúde bem conhecidos, e os de HowTo foram descontinuados. Ainda pode valer marcar conteúdo legítimo, mas sem esperar destaque visual.
Avaliações
Marcar avaliações que não aparecem na página, ou que a própria empresa escreve sobre si mesma, viola as diretrizes. Só marque o que é real e visível.
Muito é pouco
Dez tipos mal preenchidos são piores do que dois bem feitos. Comece pelo essencial: organização, trilha de navegação e o tipo principal de cada página.
Gerador de JSON-LD: preencha, copie e teste
Escolha o tipo de página, preencha os campos e o código é montado na hora, com uma prévia do resultado.
O gerador abaixo cria os cinco tipos mais úteis para sites de empresa. Os campos marcados com asterisco são os mínimos para a marcação fazer sentido. Preencha apenas com informações que já aparecem na página: é o que as diretrizes do Google exigem.
Ao terminar, copie o código inteiro, incluindo a tag <script>, e siga os passos da próxima seção para colocá-lo no WordPress. Na seção 06 você poderá validá-lo.
Como colocar no WordPress (sem duplicar)
Plugins de SEO já geram parte do schema. Antes de colar qualquer coisa, descubra o que já existe.
O erro mais comum em sites WordPress é o schema duplicado: o plugin de SEO gera um “Organization”, o tema gera outro e um terceiro bloco manual cria um terceiro. O Google aceita vários blocos, mas dados conflitantes (dois telefones, dois nomes) geram dúvida e podem aparecer como avisos no Search Console.
Responda às duas perguntas e veja o caminho recomendado. Os nomes dos menus mudam entre versões dos plugins; use a descrição como guia e confirme na documentação do seu plugin.
Veja o que já existe
Abra a página no navegador, clique com o botão direito, veja o código-fonte e procure por
application/ld+json. Cada bloco encontrado é um schema já publicado.Defina quem é a “fonte da verdade”
Se o plugin de SEO cobre o tipo, configure por ele. Use JSON-LD manual apenas para o que o plugin não faz, e nunca repita o mesmo tipo e os mesmos dados.
Coloque o bloco no lugar certo
No Elementor, um widget HTML na própria página resolve para casos pontuais. Para algo em todas as páginas, use o campo de código do cabeçalho do plugin ou do tema filho.
Atualize a página e teste
Abra a página pública (com o cache limpo) e rode os testes da seção 06. Um bloco colado no editor não aparece até a página ser publicada e o cache renovado.
Registre no Search Console
Depois de publicar, acompanhe os relatórios de melhorias. Erros de campo obrigatório e avisos de campos recomendados aparecem ali.
Validador: cole o seu JSON-LD e veja os problemas
Antes de publicar, encontre erros comuns: vírgula sobrando, preço com “R$”, data fora do padrão, endereço relativo.
Os testes oficiais (o Teste de Resultados Rich do Google e o validador do schema.org) devem ser a sua palavra final. Mas muitos erros são simples e dá para encontrá-los antes: sintaxe JSON, campos obrigatórios, formatos de data e preço, e endereços absolutos.
Cole o seu código (com ou sem a tag <script>) ou carregue o exemplo com erros para ver como a leitura funciona. É uma checagem básica local: nada é enviado a nenhum servidor.
Importante: Esta ferramenta confere o essencial, mas não substitui o Teste de Resultados Rich do Google nem o validador do schema.org. Use sempre os três antes de publicar.
Seis erros que geram avisos, ou até ações manuais
A maior regra é simples: o que você marca precisa estar visível e ser verdadeiro.
Marcar o que não aparece na página
As diretrizes pedem que a marcação represente o conteúdo visível. Telefone, preço ou avaliação só no código são um sinal de alerta.
Avaliações inventadas ou próprias
Avaliações escritas pela própria empresa sobre si mesma não são elegíveis para destaque, e notas falsas podem gerar ação manual.
Tipo errado para a página
Marcar uma página de serviço como produto, ou um artigo comum como receita, para tentar um recurso visual.
Dados diferentes do Perfil da Empresa
Telefone ou endereço no schema diferentes dos do site e do Perfil no Google confundem a identificação do negócio local. Mantenha tudo igual.
Duplicidade de plugins
Plugin de SEO + tema + bloco manual gerando o mesmo tipo com dados distintos. Defina uma fonte única.
Esquecer de atualizar
Mudou o preço, o horário ou o telefone, mas o schema continua antigo. Inclua a revisão na rotina de mudanças do site.
Leitura obrigatória: O Google descreve em suas políticas de dados estruturados o que pode levar à perda de recursos visuais ou a ações manuais. Leia as diretrizes gerais antes de implementar.
Planeje: que schema vai em qual página?
Em vez de decidir página por página no improviso, monte um mapa e acompanhe a cobertura.
Um site de empresa costuma ter seis ou sete tipos de página. Para cada uma, existe um conjunto sensato de marcações. O mapa abaixo mostra a combinação recomendada: clique nas células para ligar ou desligar e veja a cobertura do seu plano mudar.
O botão “Sugerir” preenche o mapa com a combinação recomendada para o perfil escolhido. A porcentagem mede o quanto o seu mapa se aproxima da sugestão. É uma ferramenta de planejamento, não uma pontuação oficial.
Para começar, priorize três ações: (1) Organização e dados de contato corretos na home e na página de contato, (2) trilha de navegação em todas as páginas internas e (3) o tipo principal em páginas de blog, produto ou evento. O restante pode vir depois, e é melhor poucos tipos bem feitos do que muitos incompletos. Se o seu foco é aparecer em buscas locais, o guia de SEO local mostra como o schema se combina ao Perfil da Empresa.
Checklist e plano para esta semana
Tudo em uma lista, para você conferir antes de publicar.
Resumindo: dados estruturados são uma legenda para máquinas. Funcionam melhor quando são verdadeiros, visíveis, consistentes entre si e entre os canais (site e Perfil da Empresa) e quando existe uma única fonte de cada tipo. Não prometem posição nem destaque, mas reduzem ruído e abrem a possibilidade de recursos visuais quando elegível.
Plano para os próximos sete dias:
- Procure por
application/ld+jsonno código das suas páginas principais. - Escolha uma fonte única (plugin ou manual) para Organização e contato.
- Gere e valide o bloco da página inicial e da página de contato.
- Adicione a trilha de navegação em todas as páginas internas.
- Marque o tipo principal de blog, produto ou evento.
- Peça a reindexação no Search Console e acompanhe os relatórios.
Como este guia foi feito
Conteúdo escrito pela equipe da Criação de Sites São Paulo, com base na documentação oficial listada ao lado e na nossa experiência em projetos de sites, lojas virtuais e presença digital. Última revisão em 14 de outubro de 2026.
As simulações e os números de exemplo são didáticos: troque pelos valores da sua operação. Informações técnicas, legais e de plataformas mudam; confirme na fonte oficial e, quando for o caso, com um profissional habilitado.
Quer aplicar isso no seu projeto? Você pode implementar dados estruturados e SEO técnico no seu site.
Perguntas frequentes
Dúvidas frequentes sobre schema markup em sites de empresas.
Dados estruturados melhoram o ranking?
O Google informa que dados estruturados ajudam a entender a página e podem habilitar recursos visuais, mas não são um fator que, por si só, faça a página subir. O ganho principal é clareza e elegibilidade a recursos.
Qual formato devo usar?
JSON-LD. O Google recomenda esse formato por ser um bloco separado do HTML visível, mais simples de manter e de testar.
Preciso de plugin para usar schema no WordPress?
Não é obrigatório. Plugins de SEO como Rank Math e Yoast geram parte automaticamente. Para casos específicos, dá para colar JSON-LD em um bloco HTML, desde que não duplique o que o plugin gera.
O schema FAQ ainda aparece no Google?
Os resultados de FAQ passaram a ser exibidos apenas para alguns sites oficiais e de saúde. Marcar FAQ legítimo ainda pode ajudar a entender o conteúdo, mas não conte com destaque visual.
Posso marcar avaliações de clientes?
Somente se forem reais e estiverem visíveis na página. Avaliações escritas pela própria empresa sobre si mesma não são elegíveis para destaque e marcações falsas violam as diretrizes.
Como testar se o schema está certo?
Use o Teste de Resultados Rich do Google, o validador do schema.org e os relatórios de melhorias do Search Console. Teste a página pública, com o cache limpo.
Quanto tempo leva para aparecer?
Depende da frequência de rastreamento do seu site. Após publicar, peça a inspeção e a indexação no Search Console. Mesmo assim, o recurso visual pode nunca aparecer, pois o Google decide caso a caso.
Schema duplicado prejudica?
Dados conflitantes (por exemplo, dois telefones diferentes) geram dúvida e avisos. Defina uma fonte única para cada tipo e revise com a mesma frequência do conteúdo.
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Quer o schema do seu site feito do jeito certo?
Mapeamos o que já existe, definimos a fonte única de cada tipo, implementamos e validamos com os testes oficiais.